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Capítulo 56 – Arbitrário

Capítulo 56 – Arbitrário

 

O entrevistador daquele programa de grande audiência era Calvin Sheridan, um antigo desafeto da família Archer. Crítico ferrenho das personalidades que se recusavam a ir ao seu programa, por várias vezes alfinetou a vida pessoal de Theo, espalhando boatos venenosos. A perseguição findou-se quando fora contratado pela rede WCK, a pressão de Janet o calou de qualquer comentário negativo envolvendo os Archers nos últimos dois anos.

O entrevistador de meia idade, com sua peruca dourada milimetricamente penteada e uma boca miúda, conduzia uma entrevista roteirizada e sem polêmicas, obtendo respostas educadas e sem maiores prolongamentos. As duas poltronas quase de frente uma para outra, sem plateia, apenas a equipe técnica a frente e Janet acompanhando ao lado de uma das câmeras, com seu fone.

Theo sabia que os assuntos triviais haviam se encerrado e era o momento em que o apresentador entraria no assunto das vacinas, seguindo a ordem dos assuntos acertados e descritos no dossiê e roteiro.

– Se importa de adentrarmos um assunto um tanto mais sério agora, Theodora? – Calvin inclinou-se para frente, falando num tom sensacionalista.

– Vá em frente.

– Foi decisão sua largar tudo aqui e passar dois anos prestando serviços num prostíbulo? Era algum fetiche?

Theo olhou de soslaio discretamente para Janet, franzindo a sobrancelha. A jornalista apenas gesticulou com as mãos, alegando inocência no desvio de roteiro do apresentador.

– Não, não foi, foi arbitrário. São coisas que ficam melhor lá no passado, deixadas para trás.

– Qual foi a maior lição que você aprendeu nesse local degradante?

– Que ser mulher é uma sentença de morte. – Theo respondeu rispidamente, para forçar uma mudança de assunto.

– E qual foi a primeira coisa que você fez quando saiu de lá?

Ela pensou por alguns segundos na resposta.

– Conheci minha futura esposa.

– Que está numa prisão da Sibéria, não é?

– Achei que você não tinha feito o dever de casa, Calvin. – Theo provocou.

– Só sei dos acontecimentos recentes.

– Perfeito, podemos falar sobre isso então.

– Claro, eu acabei de ficar sabendo de uma coisa que pode mudar o rumo desse país, um boato que circula há tantos anos talvez possa ser confirmado por você, o que você tem para nos revelar hoje?

– Nos meus tempos de simpatia na militância eu ouvia boatos diversos, mas o mais difundido era referente às vacinas adulteradas. Eu tenho aqui provas irrefutáveis de que isso é real, que o governo do presidente Hover tem um programa secreto de manipulação da população da Nova Capital, através da vacinação em massa.

– Isso é uma acusação gravíssima, como conseguiu essas provas?

– Através do fornecedor da substância que manipula todos os vacinados, praticamente toda a população.

– E quem é o fornecedor?

– A Archer.

– O grupo Archer?

– Meu pai criou a substância perfeita, o Beta-E, e vendeu ao governo. O governo já manipulava antes disso, mas com substâncias de outros laboratórios, que não eram tão eficazes. Há duas décadas que o governo vem comprando lotes e mais lotes dessa nova substância e misturando às principais vacinas.

– Então você está dizendo que sua própria empresa fornece essa tal substância?

– A Archer não é mais do meu domínio, ela foi tomada de mim. Porém mesmo que ela ainda fosse minha, eu a denunciaria. Não o fiz antes porque estava reunindo as provas.

– Qual o valor do contrato entre o governo e a Archer?

– Se você consultar os registros oficiais, que o governo disponibiliza na rede, verá que o valor é de 80 milhões anuais, com vacinas. Mas eu tenho documentos mostrando que contratos ocultos e sigilosos circulam na cifra de um bilhão e meio, ou até mais.

– É o governo que mantém a Archer, então?

– Quase isso, sem o governo a Archer seria uma mera empresa farmacêutica com uma dúzia de contratos modestos, não seria essa potência, nem o maior grupo bioquímico da Nova Capital.

– O que você pretende fazer com essas informações?

– O primeiro passo está sendo dado hoje, quero que a população tenha ciência da manipulação ardil que vem sofrendo há décadas, existe uma passividade coletiva com as agruras que sofremos com um governo corrupto e que despreza as mazelas do povo. Essa passividade não é algo natural, ela é injetada nos nossos corpos de tempos em tempos, transformando o povo num rebanho de fácil manejo. E amanhã tudo será entregue à justiça, para que uma ação pública seja aberta. Eu espero que todos os magistrados desse continente tomem essa cruzada como prioridade.

– Você mencionou que isso é injetado de tempos em tempos, então não basta uma dose?

– Não, com o tempo o Beta-E vai deixando de fazer efeito no corpo, por isso as campanhas de vacinação frequentes. Recebemos esse veneno em nossas veias a vida inteira.

– Você é vacinada?

– Não, minha mãe fazia parte da resistência, ela conseguiu burlar o sistema.

– Tem algo ainda mais tenebroso sobre o Beta-E, não tem? Como ele é fabricado?

– Através de cobaias humanas, clones.

– Clones humanos? Existe isso na Nova Capital? Ou são os clones fabricados legalmente na Europa?

– Existem cinco clones humanos num laboratório da Archer no Paraná, eu estive lá.

– Como esses clones vivem?

– Em tubos, inconscientes.

– São clones de quem?

Theo hesitou na resposta, sabia que a mentira era imprescindível.

– De mim, são clones gerados a minha semelhança, são as matrizes do Beta-E.

– E claro que você também tem provas disso.

Theo apontou um telão que estava atrás deles, que exibia dados e planilhas, com círculos vermelhos em algumas informações.

– Veja, foram 14 clones, apenas seis vingaram.

– Mas você disse que são cinco clones no laboratório.

– O sexto clone morreu recentemente, a sexta matriz não existe mais.

– São denúncias graves, você não tem medo de sofrer represálias? Você está mexendo com a alta cúpula do governo e com uma empresa poderosa.

– O medo é um velho amigo, Calvin. – Sorriu de canto. – Estou fazendo isso justamente para ter paz. Lavarei minhas mãos após entregar as provas, não me importo de ver o governo implodir, a briga agora é entre o povo e seus governantes.

– A Archer também vai implodir.

– A Archer caiu nas mãos erradas, aplaudirei de pé a derrocada desse grupo.

– Isso que eu chamo de desapego. – Calvin riu.

– Eu sinto muito por ser a responsável por jogar o nome da Archer na lama, um negócio construído por meu avô com muito esforço e dedicação de uma vida inteira, mas que foi desvirtuado por meu pai.

– O que você acha que seu pai acharia dessa sua atitude?

– Não sei, mas isso não faz a menor diferença para mim. – Havia um tom de mágoa latente em sua voz.

– Você está lucrando alguma coisa com tudo isso?

– Pelo contrário, sei que estou comprando inimizades e zero apoio.

– A oposição deve estar em polvorosa com essas informações, é a grande chance deles.

– Eu não sou política, não é meu mundo e nem pretendo adentrar nele.

– E sua amizade com a senadora Michelle Martin?

– Não tem viés político, é uma amizade totalmente pessoal. Claro que ficarei feliz se Michelle se beneficiar de alguma forma disso tudo, mas por mérito, eu sei que ela é merecedora de suas conquistas, eu sou uma admiradora do seu trabalho.

– Existem uns boatos de que entre você e a senadora existe algo mais que apenas amizade, o quanto isso é verdade?

– Zero, isso é falta de respeito com a Sam.

– Sua namorada, que está presa.

– Sim, Samantha está sendo vítima de perseguição militar.

– Ela já foi julgada?

– Não, o julgamento é dentro de seis semanas, e estamos na luta para provar sua inocência.

– Como está a vida na Sibéria?

Theo balançou a cabeça construindo a resposta, aquilo também não estava no roteiro.

– Difícil para todos nós. Está fazendo -25ºC em média neste mês, em janeiro chegava a -35ºC. Por sorte tenho apoio de dois amigos advogados, Stefan e Virginia, Virginia… – Tentou lembrar o sobrenome dela para fazer propaganda de seu escritório, mas não lembrou. – Bom, Virginia tem um escritório no Rio, que lida com direito internacional.

– Já pensou no que vai fazer com sua vida se ela for condenada? Você continuará morando na Sibéria?

– Eu… Eu não sei… – Havia uma emoção refreada em sua fala. – Eu continuarei lutando para tirá-la de lá. Ela não fez as coisas que estão a acusando, Samantha é a pessoa mais benevolente que conheço, ela nunca faria mal a inocentes, isso está errado, estão destruindo nossas vidas, estão destruindo nossos sonhos.

– E quais eram os sonhos? – Calvin sabia como ninguém trazer à tona o lado emocional de seus entrevistados.

– Só queremos ter uma vida em comum, uma vida normal, simples. Estávamos fazendo planos para nos casarmos, providenciarmos filhos, voltar a estudar… Ela precisa sair de lá, ela precisa voltar para mim. – Theo falava já com um nó na garganta.

– Quem são os responsáveis por essa injustiça?

Theo ergueu a cabeça, fitando em silêncio o apresentador. Percebeu a oportunidade de arregimentar aliados para pressionar no julgamento de Sam.

– Os militares da Europa, quem está por trás disso é o Coronel Phillips, ex-sogro de Samantha. O filho dele, Mike, também está envolvido nessa maquinação.

Pouco depois veio o intervalo, e Janet passou esse tempo conversando com ambos, instruindo a voltarem ao assunto das vacinas. O segundo bloco foi inteiramente voltado a este tema.

Findado o programa Theo estava exausta, não apenas por conta da viagem. Michelle a esperava, e a levou para casa.

O dia seguinte foi marcado por aparições e entrevistas em vários veículos da imprensa, corroborando com tudo que havia denunciado na noite anterior. A mídia estava se fartando deste assunto de forma intensa, a celeuma estava lançada. A audiência do programa havia sido estratosférica, a população não falava de outra coisa, a indignação era generalizada.

Movimentos sociais e partidários inflamaram discursos e manifestações, prédios do governo foram invadidos, políticos tratavam logo de fugir do país. O presidente pronunciou-se apenas uma vez, desmentindo categoricamente as acusações. Mas as provas eram substanciais, falavam por si só. Nos dias seguintes Theo teve uma rotina exaustiva atendendo a imprensa, havia mudado de ideia.

Seu plano inicial era de entregar o escândalo e sumir de cena, porém a repercussão da injustiça da prisão de Sam também foi grande por conta do apelo emocional, disputando espaço com as manchetes das vacinas. Ela não estava em posição de dispensar apoio, portanto sabia que precisava se sacrificar junto a imprensa, que ela tanto odiava, para conseguir que o povo tomasse seu lado nessa briga. Esse assunto precisava se manter vivo até o dia do julgamento.

***

– Ela não vem, não é? – Sam perguntou de forma desolada para Stefan e Virginia, no domingo de visitação.

– Não, ela continua na Nova Capital, é melhor que ela fique por lá alimentando a imprensa. – Stefan disse.

– Mas ela volta logo. – Virginia complementou.

– Eu já soube de algumas notícias sobre os desdobramentos, agora nos permitem assistir uma hora de TV após o almoço, no refeitório.

– Então deve saber que deu certo, a Archer está ruindo, as ações caíram vertiginosamente, sem contar os clientes que estão rescindindo contratos. – Stefan informou.

– Claire e Mike se posicionaram? Entraram em contato?

– Não entraram em contato conosco, eles sumiram, a mídia diz que estão no litoral do México, esperando a poeira baixar.

– Como Theo está?

– Satisfeita com os resultados, o foco dela agora é mobilizar a imprensa para tomarem seu lado, que façam barulho por conta do seu julgamento.

– Ela está com Michelle?

– Está na casa dela, mas Michelle está bastante ocupada com o movimento para derrubar o presidente.

Sam estava cabisbaixa, esfregando os polegares com as mãos unidas pelas correntes em cima da mesa.

– E você, como está? – Virginia a perguntou. – Já usou as luvas que trouxe?

– Eu uso às vezes, são quentinhas.

– Tem se mantido afastada das confusões?

– Tenho. Inclusive já me livrei da garota que eu era obrigada a namorar.

– Terminou com ela? E a máfia?

– Foi um término amigável, ainda tenho a proteção delas. E foi um alívio tão grande…

– Theo pediu para dizer que está morrendo de saudades. – Virginia disse num tom simpático, arrancando um sorriso de Sam.

– Diga a ela que também estou, que daria um rim em troca de um abraço dela.

– Você poderá abraçá-la, com ambos os rins, em breve. – Stefan disse.

– Apenas se mantenha viva pelas próximas cinco semanas, nós vamos tirar você daqui, conseguimos testemunhas de defesa no quartel onde você trabalhava. – Virginia disse.

– E se eles derem para trás?

– Ainda teremos nossa defesa, que já está bem montada. – Stefan falava com serenidade. – Nossos próximos encontros serão apenas para repassarmos as informações e treinarmos o interrogatório, de acusação e defesa.

– Theo vai depor?

– Vai, ela testemunhou sua fuga do exército, as condições em que você estava quando fugiu, a busca pelo coração, é uma testemunha importante para nós.

– Mike também vai depor?

– Infelizmente sim, e pode ter certeza que vai jogar sujo.

– Mas ele não tem nada que possa me comprometer.

– Você o traiu, isso é fato, e conta para sua reputação nesse continente conservador. – Stefan rebateu.

– É verdade, infelizmente aqui na Europa sua traição tem mais peso e repulsa do que a surra que ele deu em Theo. – Virginia completou.

– Não vejo a hora de sair daqui… – Sam baixou a cabeça na mesa. – Voltar para o Brasil.

– Que está um caos no momento, graças à sua digníssima. – Virginia disse.

– Não importa, lá posso ser quem eu quiser. Sei que não temos casa, não temos nada, mas vou pegar um emprego e alugar um canto para nós duas.

– Por falar em casa, falei com sua mãe, e ela assinou uma procuração para Mike vender a casa de vocês em Kent, a que vocês iriam morar. – Stefan informou.

– Por que ela fez isso?

– Ela disse que Mike a procurou dizendo que era um pedido seu.

– Jesus… Que inocência. E a pousada na Baía?

– Seu pai continua embolsando o lucro, mas agora entrega uma parte para Lindsay.

– A situação financeira de vocês, como está? – Sam perguntou.

– Estamos evitando pedir dinheiro para Michelle, ela já ajudou bastante, principalmente com os trâmites da morte de Meg. Theo está procurando emprego, Virginia tem usado suas economias, eu peguei dinheiro emprestado da minha ex-mulher. Estamos nos virando.

– E vocês dois, ainda se conhecendo melhor? – Sam perguntou com um sorrisinho.

– Cada vez mais. – Virginia respondeu com bom humor.

– Posso me sentir um pouco cupido?

– Claro, você que se meteu nessa fria e nos arrastou com você. – Stefan zombou.

– E que fria… – Virginia disse. – Por falar em fria, estou indo para o Rio esta semana, além de pegar um calor e quem sabe uma praia, vou resolver umas coisas do meu escritório, então provavelmente no próximo domingo apenas Stefan virá te visitar, ok?

– Quando Theo volta? Achei que ela voltasse essa semana.

– Ela ainda não sabe, continua lidando com a imprensa.

– Ok… Pegue uma praia no Rio por mim, ficarei aqui morrendo de inveja.

***

Dois dias depois.

– Onde você está indo essa hora? – Michelle havia acabado de pisar em sua mansão naquela noite e encontrou Theo saindo com uma mochila nas costas.

– Preciso averiguar uma coisa.

– Que coisa?

– É só uma intuição, mas talvez eu mate uma charada essa noite.

– Do que você está falando? Para onde você vai?

– Para o Rio, uns dos imóveis do meu pai recebeu visita hoje, estou monitorando quase todos.

– Por que?

– Algo me diz que esse apartamento no Rio é o local onde meu pai se encontrava com sua amante, quero conhecê-la, na verdade tenho uma leve desconfiança que seja alguém que conheço.

– Quem?

– Não vou levantar falsas suspeitas, eu te ligo quando chegar lá, tá bom?

– Não vá sozinha, leve algum segurança meu.

– Está tudo sob controle, essa pessoa está sozinha, e estou levando minha arma.

– Se eu pudesse iria com você, mas está essa loucura toda e…

– Eu sei, você tá cuidando dos seus objetivos e suas coisas, eu me viro sozinha, não se preocupe, tá bom? – Theo a beijou no rosto e a abraçou.

– Quero que saiba que você e Sam podem vir morar aqui depois que ela sair da prisão, pelo tempo que precisarem. – Disse já desencaixada do abraço. – Ou mesmo que Sam não seja absolvida, você pode morar aqui.

– Obrigada, eu ainda não faço ideia do que vamos fazer depois que tudo isso terminar, mas é bem provável que eu aceite seu convite, seremos sem teto. – Riu. – Não posso perder tempo, te ligo quando puder.

– Me mantenha informada, por favor.

***

Theo seguiu do aeroporto diretamente para um endereço em Copacabana, tudo que sabia era o número do apartamento e que alguém havia entrado lá naquela tarde.

Entregou uma nota de cem para o porteiro e subiu sem anúncio para o apartamento 801 daquele prédio de médio porte, não era luxuoso, mas de bom padrão.

Ajeitou a pistola arranhada e cheia de marcas de uso no cós da calça, como ritual para encorajar-se a bater naquela porta, e foi o que fez.

Após dezenas de batidas e toques de campainha, ouviu passos no interior se aproximando da porta. Os passos pararam e tudo ficou em silêncio por alguns segundos, até romper-se com o barulho da fechadura se abrindo.

– Você é uma pirralha insistente. – Bradou a voz conhecida ao abrir a porta.

– Então é você. – Theo respondeu arregalada e com surpresa ao encarar Claire, que trajava um roupão negro com a marca da Archer bordado em dourado.

– Do que você está falando? A dona do apartamento? Sim, sou a dona daqui, e você veio de tão longe para perturbar meu descanso em troca do que?

– Você era amante do meu pai?

Claire riu e virou as costas, andando pela sala de tapetes felpudos em direção ao mini bar no canto.

– Quer champanhe? É relaxante, acho que você anda precisando relaxar, querendo controlar tudo e tal… Essas coisas vão te deixar perturbada, ou mais perturbada do que já é. – Claire disse enchendo uma taça.

Theo hesitou, fechou a porta, largou a mochila no chão, e sentou-se com cansaço num sofá branco e confortável.

– Eu não posso beber, mas obrigada. – Disse recostando as muletas na lateral do sofá.

Claire ostentava visíveis olheiras e movimentos lentos, sentou-se no sofá perpendicular e bebeu longamente de sua taça, antes de falar.

– A que devo a honra de sua visita?

 

Arbitrário: adj.: Que não é regulado por lei ou praxe, mas só depende do critério ou vontade. Que desempata ou decide como árbitro. Que não é obrigatório; facultativo.

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