Dados sobre a fácil e rápida tarefa de escrever uma história

“É fácil escrever um romance, qualquer pessoa pode sentar a bunda na frente de um computador e começar a teclar o que vier à cabeça.”

Muitas, milhares, trilhares, trocentas pessoas pensam dessa forma. Todas elas são leitoras.

Alguns dados utilizados foram retirados do meu site, o Lettera, outros foram de experiência própria e de colegas. Eu levo de 4 a 5 dias contínuos para produzir um capítulo (isso se o mundo parar de girar e eu conseguir escrever todos os dias, o que não acontece nem na época do NaNo, quanto mais em meses normais). Escrevo em média 18 dias por mês, numa média mensal de 22 mil palavras (se for um mês tranquilo). 2121, por exemplo, teve uma média de 4756 palavras por capítulo, bem acima da média do Lettera.

Se você é um leitor consciente, que sabe o quanto uma história leva tempo e dedicação, até chegar formatada, revisada, cheirosinha e bonitinha, na sua tela ou mãos, parabéns e obrigada, esse infográfico não é para você.

Mas se você acha que o autor leva o mesmo tempo para escrever que você leva para ler, engula esse infográfico abaixo:

Você sabia-

Como se prevenir de plágios

On-line Piracy Key

É chato, é bem chato quando um autor descobre que sua história está sendo copiada em outro site, sem sua autorização, e muitas vezes trocando nomes de personagens para despistar o plágio ou se adaptar à uma fanfic.

Várias autoras que conheço já passaram por essa situação, algumas até mais de uma vez. Eu tive uma dessas experiências (que eu saiba…), vi uma história se tornando fanfic do Fifth Harmony. Eu não sabia se chorava pelo plágio ou pelo fato de ser uma fanfic do Fifth Harmony, mas superei esse momento triste. Também já vi história minha virar PDF no 4shared, e isso também não é nada legal.

Se você escreve e publica na internet, você está correndo esse risco, não tem como evitar, mas podemos tomar alguns cuidados para evitar prejuízos financeiros (caso você tenha intenção de publicar sua história futuramente).

A resposta seria “não publique na internet”, então? Não, claro que não. Publicar na internet é a melhor forma de ganhar visibilidade e novos leitores, além da possibilidade de formar uma boa rede de contatos. Sem contar o feedback, que é maravilhoso.

Assim que você finalizar sua história, faça o registro de ISBN no site da Biblioteca Nacional (http://www.isbn.bn.br/website/solicitacao-de-numero-isbn), cada registro custa R$ 16,00. Mas para isso você precisa fazer o registro como editor autônomo, que custa R$ 235,00. Você pode também solicitar este serviço a alguém que já tenha registro no site, pagando um pouco mais (geralmente cobram de 40 a 50 reais por obra registrada).

Este registro não garante os direitos autorais da sua obra, até porque você não vai enviar sua história para o site em momento algum, o registro é apenas para o título da obra. Mas num possível processo contra o plagiador, esse registro conta bastante.

Uma forma ainda mais eficaz de provar que o texto é seu, é fazendo o registro/averbação diretamente num posto estadual da biblioteca nacional mais próxima da sua casa. Custa 20 reais por registro, e você precisa enviar o original impresso (seja pessoalmente ou por sedex para a sede no Rio). Esse processo é um tanto burocrático e lento, costuma levar 60 dias para sair o registro. Nesta página tem os endereços dos postos estaduais no Brasil: https://www.bn.br/servico/direitos-autorais/postos-estaduais

Como descobrir o plágio?

Contando com a sorte: se alguma boa alma reconhecer seu texto em outro lugar, e te procurar contando do plágio.

Procurando trechos no Google: Copie e cole algumas frases da sua história no Google, com aspas ao redor, e que seja um trecho onde nenhum nome é citado (porque alguns plagiadores trocam os nomes).

Como agir?

Em primeiro lugar procure o responsável pelo site onde o plágio aconteceu, solicite a exclusão do texto e expulsão do membro que fez a publicação. Eu recomendo também a abordagem ao plagiador, de forma cordial, porém rígida. Solicite a imediata exclusão e avise que se ocorrer novamente você tomará medidas legais.

Foi vítima de plágio?

Não desanime. Eu sei o quanto exige escrever um romance de centenas de páginas, e tudo que abrimos mão para ficar na frente do computador criando histórias, o tempo que poderia ser utilizado para lazer ou estar com entes queridos. Mas é só um pequeno percalço, tome as medidas necessárias e siga escrevendo, vale a pena.

Para quem eu escrevo?

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Escritores famosos soltaram frases de efeito do tipo “Escreva para você mesmo”, e por um momento ou dois eu acreditei neles.

Desculpe, não escrevo para mim, mas para quem tiver disposição e paciência para me ler. Para atingir pessoas. Para invadir vidas. Arrancar sorrisos. Despertar sentimentos, de várias naturezas. (Eu poderia escrever um post exclusivo sobre como já despertei raiva de leitores, mas fica para depois. Tá, vou apenas mencionar um capítulo chamado “Vermelho” da Lince e a Raposa, que rendeu uma chuva de comentários revoltados (com a vilã), e eu AMEI a reação dos leitores).

Eu escrevo para você, que frequenta meu blog. E para quem me conheceu no AbcLes. E para quem me conhece (oi, prazer, sou a Cris).

Para quem quer uma pequena fuga da realidade, quem deseja mergulhar num mundo fictício que nasceu de algum sonho maluco meu e se tornou um romance do mundo, de todos, porque minhas histórias também são suas.

Eu toco pessoas (no bom sentido) através da escrita. Duas, vinte, ou duzentas. Não importa, eu toco pessoas, eu faço a vida delas um pouquinho melhor, eu as distraio, as entretenho, e puta que o pariu, me sinto o Wolverine! Com mãos diferentes, mãos que deixam marcas nos outros. (Sim, eu estou encarando minhas mãos nesse momento).

A primeira crítica negativa pra valer surgiu quando coloquei um sexo polêmico no Amigos de Aluguel, uma menina me detonou e disse que estava desistindo de me ler (a Lai vai lembrar disso, eu fiquei passada e desabafei com ela), mas foi um teste interessante, minha primeira grande crítica negativa, e eu superei! Aprendi que não agradarei todos, mas venho agradando a maioria, e lhes fazendo bem. A sensação é incrível a cada reação positiva, é mais do que massagem no ego, é sentimento de dever cumprido. “Hoje eu fiz bem à alguém”.

Finalizo essa ode à escrita agradecendo à todos, todos que me leram, mesmo que apenas meus pequenos textos do Poem A Day, ou que leram meus romances de trocentas mil palavras, vocês dedicaram minutos, horas ou dias de suas vidas para ler algo que saiu da minha cabeça. Quer dizer, que saiu do meu coração, porque escrever (para mim) é amor puro, pleno, vem do coração.

2121 tá ficando pronto, e está tão lindo. É mais do que uma história de amor, é um tratado sobre aceitação e autoconhecimento, é sobre respeitar diferenças e entender que sua verdade não é absoluta. É sobre feminismo, sobre religião, sobre sexo, sobre prazer. É polêmico também. Tem cenas fortes, cenas densas e tensas. Tem flashbacks que reviram o estômago. Para quem um dia ler: abra sua mente antes de abrir o livro.

Sim, eu escrevo para você.

8 dicas para criar descrições

Descrição na medida certa. É o que almeja todo escritor que pretende colocar o leitor dentro da história, sem fazê-lo bocejar.

Trago minha tradução para este artigo sobre o assunto, o link para o original se encontra no final:

***

Quando for descrever, mais não necessariamente é melhor.
Quando for descrever, mais não necessariamente é melhor.

Seu personagem adentra uma sala, e você quer que seu público consiga ver cada detalhe, bem do jeito que está na sua cabeça. Leitores querem isso, certo? Você costuma ouvir as pessoas falando em como elas amam ler porque sentem como se estivessem dentro da história.

A tentação é de colocar seu personagem andando numa cena e notando todos os detalhes. As cortinas douradas. O telefone de discar. O cesto de lixo transbordando. O tapete felpudo. O sofá cor-de-rosa com um cadáver em cima.
Descrever é ótimo, mas grandes porções disso vão deixar sua história arrastada. Mesmo que você não esteja escrevendo uma trama acelerada, pausar para descrever cada novo detalhe cansará seu leitor.

Então como um escritor pode prover detalhes suficientes ao leitor, para fazê-lo sentir-se lá? Sem que ele sinta como se tivesse pressionado o botão de pausar da sua história?

  1. O fator POV do personagem. (POV: point of view, ponto de vista)

Quem é essa pessoa? É um homem ou uma mulher? Quais seus interesses?

Diferentes pessoas notam diferentes detalhes. Se um grupo caminhar na minha sala de estar, um pode notar os brinquedos dos gatos pelo chão, outro notaria a grande quantidade de filmes em cima do rack, e ainda um outro pode primeiramente perceber a grande TV.

Outra forma divertida de descrever é pensar através do ponto de vista das inseguranças do personagem. Vamos voltar à minha sala de estar. Um casal que acabou de sofrer a perda de um animal de estimação, pode primeiramente perceber os pratinhos dos meus gatos, os brinquedos, o bebedouro. Já uma pessoa que também tem gatos pode nem perceber estes itens, porque sua casa é similar.

  1. Comece com um ou dois detalhes únicos, ou uma impressão geral.

Quando você anda por uma sala, você não absorve todos os detalhes de uma vez. Ao invés disso, alguns detalhes irão saltar aos olhos. A cor das paredes, o grande piano, ou o tapete tão branco que você tem até medo de pisar nele.

Outra técnica que você pode usar (por si só ou com alguns detalhes específicos) é uma impressão geral. Lembro de um livro em que o personagem caminhava pela casa em que havia crescido e a descrevia como ‘acidentalmente retrô’. Com apenas estas duas palavras, minha imaginação conjecturou um monte de vasos e potes cor de abacate com flores laranja estampadas. O que nos leva à próxima sugestão:

  1. Não seja mandão.

Dê ao seu leitor um pouco de liberdade para imaginar as coisas do jeito que ele quiser. Talvez quando aquela autora descreveu a decoração da casa como acidentalmente retrô, ela estava pensando em um tapete dourado pendurado por hastes metálicas na parede. Mas isso precisa ser assim tão particular? A imagem em minha mente precisa ser igual à dela? Não.

Se você quer descrever um campo de flores, a sua variedade de flores não precisa necessariamente combinar com a do leitor. Leitores apreciam uma boa descrição, mas também adoram a liberdade de usar sua imaginação. (Nota: minha avó tem 88 anos e é uma leitora inveterada, uma vez ela me disse “Eu não gosto quando colocam a foto do homem nas capas dos livros. Eles são muito melhores dentro da minha mente.”)

  1. Não perca tempo com um monte de detalhes que não importam.

Se essa será a única vez que o leitor estará nesta locação, não o chateie com todos os detalhes de como este lugar é. A mesma coisa para os outros personagens. Não precisamos de quatro linhas sobre como a secretária se parece se ela nunca mais será vista após essa cena. Agora, se depois na história ela aparecer novamente, de forma substancial, então essas linhas descritivas serão úteis.

Quando você repassa um monte de detalhes sobre alguma coisa, você está dizendo ao leitor, “isto é importante, eu estou me dedicando em descrever para você por algum motivo.” Então tenha certeza que você só dará descrições detalhadas quando for importante.

 

  1. Use descrição para plantar o vaso.

A certa altura você diz numa cena que um personagem vai pegar um vaso e atirar na parede. Então o vaso precisa ser mencionado quando você descrever a sala.

Ou num momento da sua história a personagem será atirada num buraco mas irá escapar porque ela tem um pedaço de corda em sua bolsa. Então mais cedo naquele dia, eu sugiro que seu personagem tenha notado que sua bolsa estava uma bagunça. Chicletes antigos, caixas de fósforos, e inclusive a corda que ela usou para amarrar sua mala semana passada, quando a trava quebrou. Caso contrário ficará muito conveniente e artificial para seu leitor.

 

  1. Use a combinação de ação com substantivos específicos.

Não faça seu personagem apenas sentar num sofá. Ao invés disso, o faça se atirar numa chase vermelha de couro.

Não os faça apenas escalar uma cerca. Os faça pular por uma cerca branca de madeira.

Ou não os mande simplesmente correr pelos quintais da vizinhança. Faça-os atropelar os lírios premiados do Sr. Hemsworth.

Quando você emparelha ação com descrição, você é capaz de descrever um detalhe único do mundo da sua história sem ter que pausá-la.

 

  1. Use opiniões para fazer descrições importantes de cabelos/olhos e roupas.

Ao invés de dizer “Jenna usava uma camisa de gola alta marrom e jeans, os cabelos eram vermelhos e os brincos grandes.”

Você pode usar: “Jenna, como sempre, fazia sua própria moda peculiar, com um jeans escuro demais e aquela blusa marrom de gola alta estranha. Prendia os cabelos vermelhos num rabo de cavalo, quando seus olhos verdes encontraram com os meus através da sala.

 

  1. Se é seu primeiro rascunho, não fique obcecado em fazer a descrição perfeita.

Descrição é algo mais fácil de acertar durante a edição, então não se preocupe tanto em fazer descrições elaboradas e perfeitas enquanto monta sua obra, isso pode ser adicionado depois.

Link para o texto original, em inglês.

Receita de bolo para uma sinopse apetitosa (afinal o escritor quer que sua obra seja devorada, não é?)

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“Odiei sua sinopse, vou mastigar seu livro”

Não sou nenhuma profissional no assunto, nem expert em criação de sinopses, mas é uma tarefinha deveras importante na vida do escritor – vender seu peixe num resumo de no máximo 100 palavras – então vale a pena tirarmos um tempinho para nos aperfeiçoarmos.

Eu poderia começar com “como NÃO fazer uma sinopse”, talvez seja mais fácil. Como já disse, não sou expert nisso nem estudante da área, mas a quantidade de sinopses ruins que eu tenho visto é impressionante, a maioria destas pessoas realmente não faz ideia de como confeccionar este textículo, alguns colocam apenas trechos do livro, um diálogo, ou então uma ‘apresentação’ boba do protagonista (pior: em primeira pessoa. Please don’t do this…)

Na minha opinião a pior sinopse é aquela que vem cheia de spoilers.

“Fulgêncio era um garoto órfão e pobre, na escola ele finalmente conheceu o amor, na forma de Craseléia, a garota da sua vida. Cinco anos depois eles se casam, ele descobre que a esposa era um alienígena, ele morre de câncer.”

Amigo, não conte os acontecimentos importantes, muito menos os plot twists. E sinopse não é resumo, ok?

Outra coisa que me faz desistir de ler o livro: encontrar erros ortográficos ou gramaticais na sinopse. Eu saio correndo e não volto mais. Sua sinopse é seu livro em miniatura, se eu achar alguns erros na sinopse, imagina quantos encontrarei na história? Revise, trevise, quadrivise, e não divulgue sinopse meia boca, eu também cometo erros, mas vamos cuidar da sinopse, certo?

“Adroaldo e Carmesina casaram-se  por conta de uma gravidez indesejada, um dia eles foram morar na capital e conheceram Sandrarrosa num culto satânico, ela era mãe de Deusarina, uma garota de vinte anos que tentava ser atriz, e namorava Verdelino, um famoso cantor sertanejo, irmão de Marcianei, um psicopata.”

Quem é o protagonista? A história é sobre o quê? Você lembra o nome de metade dos que foram citados? Então nada de citar quinhentos personagens, cite apenas os realmente importantes.

Sinopses vagas… Passam a impressão que seu livro não vai falar nada que eu já não tenha visto na sessão da tarde.

“Uma empresária bem sucedida, porém solitária, conhece um homem misterioso que surge para mudar sua vida. Eles se apaixonam e vivem uma relação cheia de altos e baixos, que a fará lutar pela felicidade.” Boooooooring!

Agora as orientações: leia sinopses de boas obras, leia de forma atenciosa, o que te fisgou? O que te motivou a devorar este livro? Preste atenção na estrutura das boas sinopses.

O primeiro parágrafo deve ser forte, apresentando os protagonistas, o cenário, e o problema ou conflito. O segundo parágrafo mostra as possíveis mudanças ou viradas de plot, algo mais sobre o conflito ou até mesmo apresentar mais alguns personagens, em ordem de aparição no livro. No terceiro e último parágrafo devem ser mostradas as possibilidades para resolver o conflito principal. Particularmente eu gosto de finalizar a sinopse com uma pergunta, uma nuance do clímax, para instigar o leitor a procurar a resposta dentro da história. E quando finalizar, enxugue, tire tudo que não for claro ou não ajudar a fisgar o leitor.

Não conte demais, nem seja muito sucinto. Ah, e use voz ativa, na terceira pessoa. Quando terminar, se pergunte: Você ficou louco para ler esse livro?

Uma sinopse faz toda a diferença, vejam esta e tentem adivinhar de qual filme é:

“Sua esposa foi brutalmente assassinada por um assassino serial, o filho do casal é seriamente ferido.
Em uma reviravolta, o filho é sequestrado e o pai inicia uma busca frenética para encontrá-lo, e para isso conta com a ajuda de uma mulher com problemas mentais.”

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Glossário de siglas para escritores

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Foi no ano passado, eu havia acabado de entrar num grupo de escrita no Facebook, o ‘NaNo Brasil’, e reparei que muitos usavam o termo MC. Não achava possível que tantas pessoas falando sobre escrita e literatura fossem fãs de funk ou rap, ou que suas histórias girassem em torno de algum funkeiro famoso. Um pouquinho de pesquisa depois, descobri que MC era a abreviação de main character, ou protagonista, como preferirem.

Esta semana li uma dúvida parecida num outro grupo de escrita, o ‘Escritores ajudando escritores’, sobre as abreviações usualmente empregadas entre escritores, e foi daí que surgiu a ideia de fazer este post. Na verdade, farei dois: um sobre as siglas, outro sobre termos, depois.

Levantei as siglas abaixo, esta lista pode (e deve) crescer com o tempo, então sugestões são bem-vindas, acrescerei com as que me mandarem, inclusive correções, se eu acabar falando alguma asneira:

 

BR ou apenas Beta – Beta Reader, uma espécie de leitor crítico;

FC – Ficção científica;

LI – Love Interest, par romântico;

MC – Main Character, o protagonista, que pode se dividir em MMC (male main character) ou FMC (female main character);

MG – Middle Grade, categoria de literatura juvenil, público alvo entre 8 e 14 anos;

MS – Manuscrito;

NaNoWriMo ou NaNo – National Novel Writing Month, um desafio literário internacional, que ocorre sempre em novembro.

NF – Non-Fiction, não ficcção;

OTP – One True Pairing, casal perfeito, é comumente usado em seriados e filmes por fãs de algum casal ou dois personagens específicos;

PB – Picture Book, livro ilustrado geralmente para crianças;

POV – Point Of View, ponto de vista da narração;

SF/F – Science Fiction / Fantasy;

WIP – Work In Progress;

YA – Young Adult, categoria literária que tem como público alvo jovens entre 14 e 19 anos.

20 regras de escrita por Stephen King

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Stephen King dispensa apresentações, o cara já vendeu 350 milhões de cópias de seus livros, e dezenas deles viraram filmes, é bem provável que você já tenha visto pelo menos um filme baseado em sua obra.

Traduzo livremente aqui as 20 regras para escrita ditadas por ele, mas como em qualquer lista de regras, elas podem ser quebradas e não necessariamente precisam ser levadas à risca, até porque quem mais entende do seu livro, é você mesmo.

  1. Primeiro escreva para si mesmo, e só depois se preocupe com o público.
    “Quando você escreve uma história, você está contando a si mesmo a história. Quando você reescrever, seu trabalho principal é tirar todas as coisas que não são a história. “
  2. Não use a voz passiva.
    “Escritores tímidos gostam de verbos passivos, pela mesma razão que os amantes tímidos gostam de parceiros passivos. Porque a voz passiva é segura. “
  3. Evite advérbios.
    “O advérbio não é seu amigo.”
    Esta frase resume bem:
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  4. Evite advérbios, especialmente depois de “ele disse” e “ela disse”.
    Esqueceu o que é um advérbio? Eu dou uma refrescada na sua memória: www.soportugues.com.br.
    Fuja do “muito”, “bem” e “pouco”.
  5. Mas não seja obsessivo com a gramática perfeita.
    “O objetivo da ficção não é a plena correção gramatical, mas dar as boas-vinas ao leitor e, em seguida, contar uma história.”
  6. A magia está em você.
    “Estou convencido de que o medo é a raiz da escrita ruim.”
  7. Leia, leia, leia.
    “Se você não tem tempo para ler, você não tem tempo (ou as ferramentas) para escrever.”
  8. Não se preocupe em fazer outras pessoas felizes.
    “Se você pretende escrever da forma mais sincera possível, os seus dias como membro da sociedade bem educada estão contados.”
  9. Desligue a TV.
    “A TV – enquanto você trabalha ou em qualquer outra ocasião – realmente é a última coisa que um aspirante a escritor precisa”.
  10. Você tem três meses.
    “O primeiro rascunho de um livro, mesmo de uma longa história, não deve demorar mais de três meses, que é a duração de uma estação.”
  11. Há dois segredos para o sucesso.
    “Ser saudável e permanecer casado.”
  12. Escreva uma palavra de cada vez.
    “Mesmo se tratando de uma vinheta de uma única página, ou uma trilogia épica como ‘O Senhor dos Anéis”, o trabalho é realizado sempre uma palavra de cada vez. “
  13. Elimine distrações.
    “Não deve haver nenhum telefone no seu escritório, nem nenhuma TV ou videogames para você brincar.”
  14. Mantenha o seu próprio estilo.
    “Não se pode imitar a abordagem de um escritor para um determinado gênero, não importa o quão simples o que o escritor está fazendo possa parecer.”
  15. Cave.
    “As histórias são relíquias, que fazem parte de um mundo não descoberto pré-existente. O trabalho do escritor é usar as ferramentas em sua caixa de ferramentas para obter o máximo de cada coisa, de forma intacta. “
  16. Faça uma pausa.
    “Você vai se pegar lendo seu livro depois de seis semanas como para um estranho. A experiência é mais emocionante.”
  17. Deixe de fora as partes chatas e mate seus queridinhos.
    “(Mate seus queridos, mesmo se isto quebrar o coração do seu pequeno escritor egocêntrico, mate seus queridos.)”
  18. A pesquisa não deve ofuscar a história.
    “Lembre-se da palavra ‘fundo’. É aí que a pesquisa pertence: No plano de fundo, o máximo possível no fundo. “
  19. Você se torna um escritor simplesmente lendo e escrevendo.
    “Você aprende melhor lendo muito e escrevendo muito, e as lições mais valiosas de todas são as que você ensina a si mesmo.”
  20. Escrever é para ser feliz.
    “Escrever não é para ganhar dinheiro, ficar famoso, ter encontros, fazer sexo e amigos. A escrita é mágica, tanto quanto a água da vida como qualquer outra arte criativa. A água é livre. Então beba. “

 

Texto original aqui: www.openculture.com/2014/03/stephen-kings-top-20-rules-for-writers.html