Concursos Literários

E lá vem mais um NaNoWriMo!

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Antes de começar a despejar gifs animados e aquela mesma ladainha de sempre “ai, será que vou conseguir?” e blablabla, vamos explicar o que é o NaNo como se você tivesse 5 anos:

– Mas que raios é o NaNo que você tanto fala?

NaNoWriMo (National Novel Writing Month) é um desafio literário internacional que acontece sempre em novembro, ano passado reuniu mais de 600 mil participantes (apenas 16% venceram), e consiste em escrever uma história com 50 mil palavras durante os 30 dias de novembro (dando uma média diária de 1666 palavras, e não necessariamente seu livro vai se encerrar nas 50 mil, você pode continuar escrevendo depois). Não está em jogo qualidade nem quem escreve a melhor história, é uma maratona focada em quantidade, É UM DESAFIO PESSOAL, entenderam?

PESSOAL, PERSONAL, SEU, PARA VOCÊ, PARA REALIZAÇÃO PESSOAL, NÃO GANHA PRÊMIO, NÃO ENVIA NADA PRA LUGAR NENHUM, NINGUÉM VAI TE AVALIAR.

– Como irão me avaliar?

Ninguém vai te avaliar, você vai lutar para vencer por simples DESAFIO PESSOAL.

Ou seja, ninguém envia nada para lugar algum, ninguém vai avaliar absolutamente nada, a única interação que o ‘maratonista’ tem com o site do evento é colocar a contagem de palavras. Se você validar 50 mil palavras lá antes da meia-noite do dia 30/11, parabéns, você é um vencedor!

– O que eu ganho se vencer?

Nada! Nada! Mas você vai se sentir super foda por ter vencido (pelo menos eu sempre me sinto muito foda quando venço, e eu já venci 3 anos). E também ganha uns cupons de descontos em aplicativos e outras coisinhas lá no site deles, como por exemplo 50% de desconto no Scrivener.

– Onde me inscrevo?

Aqui nesse site: nanowrimo.org

– Mas eu não sei falar inglês, não entendi nada nesse site!

Se vire, meu filho.

***

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Esse ano pela primeira vez sou uma ML (Municipal Liaison), ou seja, eu e a Helena estamos comandando essa bagaceira toda! Falando sério, nós duas somos as ML’s do Brasil esse ano, então temos que agitar o país: promover encontros, divulgar o NaNo nas redes sociais, incentivar as pessoas, enxugar as lágrimas dos participantes, etc, etc.

O primeiro evento eu já criei, é um encontro num café no Centro de Floripa: www.facebook.com/events/169032800216404/, todos estão convidados, e quem comparecer vai levar um adesivo oficial do NaNo.

Os próximos eventos que irei criar serão em Salvador.

Para saber dos outros eventos (em SP), confira na nossa página do Facebook.

Onde?

Aqui, comece curtindo nossa página: https://www.facebook.com/nanobrasiloficial/

Depois entre no grupo do NaNo no Brasil (que é um grupo sensacional e me ajudaram muito a vencer meus 3 NaNos): https://www.facebook.com/groups/nanobrasil

Estou indo em busca do meu tetra, escrevendo a finalização de 2121.

Pode isso, Arnaldo?

Não, tecnicamente tem que ser uma história começada do zero.

Mas regras existem para ser quebradas, então esse ano sou o que chamam de “NaNo rebel”, pois não irei começar uma história nova.

– O que mais não pode?

Não pode ser coletânea de contos, não pode ser coletânea de poesias, não pode trapacear e escrever 50 mil vezes a mesma palavra, não pode ser não-ficção, não pode ser biografia, não pode xingar os amiguinhos, não pode falar mal da ML, porque a ML é uma querida, a ML tá aqui dando um duro danado para conciliar mil coisas e ainda por cima orientar vocês.

Espero no dia 30 de novembro finalmente finalizar 2121 (e me despedir entre lágrimas de Theo e Sam para sempre), e também conquistar meu tetra!

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– Onde consigo um calendário?

Ano passado fiz um calendário nacional, esse ano farei também, deve sair essa semana ainda por aqui.

 

Para enfeitar suas redes sociais:

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E então? Preparados? Vai embarcar nessa comigo?

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Só para não perder o costume: visite o Lettera! Toneladas de literatura lésbica de graça!

Ah, não consegui ainda escrever mais nada de 2121, então por enquanto nada de capítulo novo, ok? Sorry, e obrigada pela paciência!

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Published: outubro 25, 2016 | Comments: 1

Desafio Prosa Verso Poesia

O Lettera lançou o desafio literário “Prosa Verso Poesia”, uma iniciativa para provocar a criatividade de todos, autores e leitores!

Acesse para maiores informações: projetolettera.com.br/viewpage.php?page=promocoes
Como funciona:
– Cada dia do mês de março tem um tema, que está nesta listagem na imagem. Desafie sua criatividade e inspiração e crie um texto relacionado ao tema do dia, pode ser poema, crônica, micro conto, rima, qualquer texto, de qualquer tamanho. Confira os temas na nossa página no Facebook:www.facebook.com/projetolettera, ou no grupo: www.facebook.com/groups/abcles.grupo.
– Todos os dias criaremos uma postagem na página e no grupo do Lettera, com o tema do dia, você deve postar seu texto nos comentários dessa postagem ou solto no grupo. Você pode espalhar seu texto em outros lugares também, mas só iremos considerar o que for postado dentro da página ou grupo. Todas as noites iremos publicar qual foi o texto mais curtido, e no final do mês, os 3 textos mais curtidos do mês receberão um presentinho do Lettera, em sua casa.
– Não vale postar texto com o tema do dia errado, por exemplo: se o tema de hoje é “Sangue”, então só os textos sobre esse tema serão aceitos no dia.
– Não é necessário ter a palavra tema no meio do texto, é facultativo. Mas o texto deve ter alguma ligação ou referência ao tema.
– Como postar: Coloque no início da sua postagem o dia e a palavra, como por exemplo:
13 – Liberdade
[e coloque seu texto abaixo]
– Se quiser colocar um print ou uma imagem com seu texto em cima, ao invés do texto digitado, também vale.
– Vale pedir para os amigos acessarem a página e curtir seu texto, viu? Quanto mais colegas curtindo seus textos, mais chances de ganhar.
– Só vale um texto por dia, por pessoa.
– O desafio é para todo mundo! Autor consagrado, autor iniciante, leitor entusiasta, leitor que nunca escreveu nada, esse desafio é para todos vocês. Pegue um papel e uma caneta e deixe a imaginação fluir sobre o tema.
– Boa escrita!

Acesse para maiores informações: projetolettera.com.br/viewpage.php?page=promocoes

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Published: março 16, 2016 | Comments: 0

Ajude uma aspirante a escritora a chegar aos finalistas do Brasil em Prosa

capaEu não sou de pedir coisas (ok, só as vezes), mas tenho um pedido especial a fazer para vocês:

Meu micro conto intitulado “Pela janela hoje”, está concorrendo no Brasil em Prosa, um concurso da Amazon para pequenos contos, onde o principal critério de avaliação é o número de downloads.

Aqui está o link para ele: http://www.amazon.com.br/gp/product/B01149F5VY

O conto estará de graça por 5 dias (é o limite máximo da Amazon), de hoje 08/07 até 12/07. Basta clicar em “Compre agora com 1-Clique”. Se você não tem cadastro na Amazon ainda, é simples e rápido. Se tiver cadastro, faça o login e finalize a “compra”. (Não é uma compra porque o e-book está de graça, mas eles chamam de compra).

Depois do download, e se tiverem interesse em ler (é pequeno, tem menos de duas páginas), depois da leitura, peço também que qualifiquem com estrelinhas (sejam generosos hehe).

Se eu ficar entre os 20 finalistas, ganho um Kindle e um ano de assinatura do Kindle Unlimited. E vocês ganham abraços virtuais sinceros.

Ok, preciso prometer mais do que abraços virtuais, não é? Se eu chegar aos 20 finalistas, prometo postar aqui o capítulo bônus crossover de Amigos de Aluguem com A Lince e a Raposa, que prometi séculos atrás.

Posso contar com vocês?

Se tiverem dúvidas ou dificuldades, podem falar comigo: Meu Facebook.

Published: julho 8, 2015 | Comments: 13

Poem a Day – Dia 22 – Cotidiano

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Eu sei que algumas pessoas frequentam este blog, um blog tão inconstante. Eu sei. E eu aprecio isso, agradeço as visitas.

Estou sofrendo do mal de não escrever, porque o tempo me é raro nestes dias juninos. Por quê? Porque assumi uma nobre tarefa, sou voluntária na Copa do Mundo, aqui, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A arena das goleadas.

Apenas esta experiência, que chega à metade agora, seria o suficiente para escrever resenhas interessantíssimas. Conheci e lido com pessoas igualmente interessantes, tem sido dias surreais de algo nunca antes desempenhado por minha simplória pessoa. Vai dizer que você já fez uma checagem de tribuna de imprensa em companhia de uma colega da Letônia?

Nana e eu conversamos com um funcionário indiano, que perguntou se os voluntários já eram amigos antes da Copa, porque ele nos achou muito unidos e felizes. Não, nos conhecemos dia 6, na arena, acredite.

Por conta da falta de tempo (já que continuo trabalhando, mesmo sendo voluntária), não pude continuar participando do desafio literário #PHPoemADay. Mas hoje reservei um tempo para participar. E aqui está meu texto, um bobo e confessional diálogo entre mim e minha consciência.

Só voltarei a escrever substancialmente em agosto, porque estarei viajando pela Califórnia em Julho.

 

Dia 22 – Cotidiano

– Eu não sou uma pessoa séria.

– O que isso quer dizer? – Perguntou minha consciência.

– Que é difícil ser uma pessoa não séria hoje em dia.

– Por quê?

– Já leu Rilke? Rilke era solitário e não sério, como eu.

– Sim. Em qual trecho você está pensando? – Minha consciência especulava, entornando um copo vermelho.

– Um texto bobinho, mas complexo.

– Fala logo!

– “Mas é difícil a nossa incubência, quase tudo o que é sério é difícil, e tudo é sério.”

– Tudo?

– Quase tudo. Quase todos. É um saco não ser sério. Nem ser levado a sério quando o sou.

– Com que frequência isso acontece?

– Ser sério?

– Não, não. Não ser sério.

– Todos os dias, o tempo todo. Por isso chamo de cotidiano do hoje, o cotidiano da não seriedade que é minha vida.

Minha consciência ficou em silêncio por alguns segundos, assimilando.

– E quando você não está sendo sério, onde você está?

– Ah… Longe, tão longe. Outros países, outras realidades, vidas tomadas de empréstimo, vidas ficcionais.

– Parece interessante. E por que lamentas não ser sério?

– As pessoas acham ruim. Elas não entendem onde estou, mesmo estando no mesmo plano que elas, e mesmo estando feliz por estar ao lado delas.

Minha consciência coçou o queixo, me fitando.

– Você está doente. – Ela decretou.

– Estou?

– Está. E não tem cura. Desculpe ser a portadora da má notícia.

– É grave? – Perguntei.

– Grave, até onde sei, é um estado de saúde física. Seu diagnóstico é literal.

– Literal?

– Literário. Você sofre do mal de ser um escritor.

Published: junho 23, 2014 | Comments: 1

Poem a day – Dia 4 – Minha paixão

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Dia 4 – Minha paixão*

Ela é minha dubiedade preferida, me mostra ora paz e concordância, ora alvoroço e argumento. Me tira da zona de conforto quando se faz necessário, me conforta quando é imprescindível.

Te amo o tempo todo, e também não te amo, como se isso fosse possível, quando o amor invencível precisa respirar, como se o fogo que arde sem parar tivesse uma metade de frio. Mas é preciso, tudo tem os dois lados, absolutamente tudo, até mesmo a vida tem seu outro lado, o escuro, o que a torna ainda mais aprazível.

Foi mulher maravilha, bailarina e andou sobre as pequenas rodas, é profissional racional e poeta, nada para ela foi preto no branco, nada foi definido e indefinido. Ela olha além, vive se equilibrando em linhas tênues, encobre seu lado ingênuo e benevolente com a firmeza em seus atos.

Te amo e não te amo porque sei que é para sempre, quando é para sempre o amor nunca acaba, se reinventa, muda de forma a cada degrau, para não deixar de te amar nunca.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

* Inspirado no soneto XLIV de Pablo Neruda

Published: junho 4, 2014 | Comments: 4

Poem a day – Dia 3 – Espelho

Espelho

Todas as noites ela vinha se olhar no espelho, havia se tornado um hábito quase religioso, apenas a hora que mudava, uns minutos antes hoje, porque fazia frio, uns a mais no verão, porque ela gostava de aproveitar os dias quentes ao máximo.

De perto ela não parecia tão bela, seu reflexo naquele espelho enorme era muito mais garboso e encantador, diziam que muitos foram os que se apaixonaram por sua imagem refletida, poucos loucos se interessavam por ela em si, querendo a ver de perto, como ela realmente era. Mas ela nunca se chateara com isso, continuava deixando que os amantes e artistas admirassem seu reflexo longilíneo.

Naquele reino abrangente e infinito, ela era a única que se deixava ser vista com facilidade, o rei a proibira de mostrar-se durante o dia, ah mas isso apenas a desafiava a aparecer noite após noite para seus súditos, podia sempre ser vista com uma de suas quatro vestimentas tão distintas, cosidas especialmente para seu corpo rechonchudo.

– O rei deitara-se. – Ela percebeu.

E lá corria a lua para a janela, exibir-se do alto para seus minúsculos espectadores, a admirar-se refletida com seus adornos prateados na imensidão do mar escuro.

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Published: junho 3, 2014 | Comments: 2

Poem a day – Dia 2 – Céu de hoje

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O céu de hoje

Quando criança ouvia os adultos falando “fulano vai ver o sol nascer quadrado”, quando alguém ia preso. Engraçado, estou aqui há quase dois anos e nunca vi o sol nascer quadrado. Mas o vejo se pondo quadrado todos os dias.

Um pouco de humor carcerário sempre cai bem, principalmente hoje, um dia diferente, de céu claro. Estive a procurar alguma nuvem e não enxerguei nenhuma, nem umazinha nesse tapete azul royal sobre nossas cabeças.

Mantenho as duas mãos segurando as barras enferrujadas, me apoio na ponta do pés, eu quero continuar observando esta paisagem celeste que não se altera, me sinto especial, todos me tratam bem, mesmo sendo um joão ninguém, mesmo tendo cometido um crime hediondo.

Meu almoço chegou cedo, está ali, em cima da minha cama com colchão de palha, as batatas assadas ainda fumegam. O bife é marrom e grande, parece apetitoso, eu pedi, eles trouxeram. Mas não tenho fome, não tenho nada. Tive medo até ontem, mas hoje me sinto especial, e não sinto coisa alguma, olhar para o alto, para o céu, o paraíso acima de nós, tem me conformado.

A janela é pequena, bem no alto, tem quatro barras na vertical e três na horizontal. Mas nunca me atrapalharam, continuo perscrutando o céu de hoje, porque amanhã não haverá mais céu azul. Não haverá céu de amanhã.

Hoje ao meio-dia eu serei enforcado em praça pública. Meu crime? Matei o amor. E seu amante.

O céu de hoje é meu último.

Published: junho 2, 2014 | Comments: 6

#PHpoemaday – Dia 1 – Auto retrato

Hoje inicia o projeto ‘Poem A Day, já citado anteriormente neste blog, aqui.

Mas re-explicando então: É um projeto da Vanessa (vide post em seu site), que consiste em escrever um texto, de qualquer tipo ou gênero, em cada dia de junho, seguindo o tema do dia.

O tema de hoje é Auto Retrato.

Não necessariamente precisa ser um poema, pode ser qualquer coisa, então fiz meu texto, o primeiro de todos (sei que não conseguirei participar todos os dias porque vou trabalhar na Copa como voluntária), mas o que vale é a intenção, segue minha contribuição para esse belo projeto literário:

 

Auto Retrato

– O que são essas cicatrizes? Eu não as vejo em você. – Perguntou Grey, esparramado num grande sofá branco.

– Você deveria saber o que são estas marcas, mesmo não as vendo em mim, você sabe o que as causou. – Respondeu Red, que pintava seu auto retrato, sentado num banquinho no meio da grande sala daquele flat antigo.

– Não sabia que você ficaria marcado desta forma, se eu soubesse que ficariam estas cicatrizes não teria deixado chegar onde chegou.

– Você não tem domínio sobre estas coisas. – Red inclinava a cabeça observando sua pintura numa tela enorme à sua frente.

Grey levantou do duro sofá branco, passou a andar ao redor de Red, tentando entender sua pintura, que parecia tão diferente da real imagem dele. Seu companheiro Red costumava ser tão forte, robusto, e todas aquelas cicatrizes no desenho lhe davam um ar vulnerável.

– Você vai ficar aí circulando ao meu redor? Isso tira minha concentração. – Reclamou Red, com um semblante sério. – Vá cuidar de outras coisas, você é sempre tão ocupado.

– Hoje estou com pouco trabalho, vou me dedicar à você. – Grey disse, colocando suas mãos no ombros de Red.

– Engraçado como você nunca está disponível para mim quando realmente preciso, ou então é omisso, displicente.

Ele tirou as mãos dos ombros lentamente, suspirou e caminhou até a janela, observando o pouco movimento lá embaixo.

– Você nunca compreendeu, não é mesmo? Eu me torno displicente por sua causa. – Grey disse com uma voz enternecida, ainda com a cabeça baixa, fitando um ponto qualquer na rua.

Red parou o pincel fino e amarelo no ar, ao ouvir aquela afirmação, a assimilando.

– Desculpas, desculpas… – Murmurou Red.

Grey voltou à ficar próximo do seu amigo, o encarando, mas Red encarava apenas a tela parcialmente preenchida, ele fazia agora um pequeno contorno num lugar já contornado.

– Não é desculpa, eu nunca quis deixar isto claro porque você é muito impulsivo, sempre temi que se você soubesse do que é capaz, as coisas poderiam sair do controle. E você sabe… tudo que você faz me afeta, e afeta muito.

Red largou a aquarela na mesinha ao lado, e correspondeu ao olhar franco e fixo de Grey.

– Você se preocupa comigo?

– Claro, você é a pessoa que mais me preocupo.

– Por que deixa que eu me machuque então?

– Porque se proibisse que seguisse seus instintos, você seria triste, vazio. Nem teria o que pintar agora. – Grey lançou um pequeno sorriso irônico. – Não deixe isso inflar seu ego, mas eu admiro essa sua forma livre e impulsiva de viver, você se diverte muito mais que eu, que levo essa vidinha atribulada e atarefada.

Red sorria também, e voltou a se pintar na tela, mais confiante.

– Não sabia que você se importava comigo.

– Não tem um segundo sequer que não me importe com você.

Red sorriu novamente.

– Não havia percebido que você era assim tão grande. – Grey disse, olhando para o desenho na tela.

– Meu tamanho varia. Às vezes fico tão grande que mal caibo nessa casa!

– Ok, vou deixar você em paz com sua arte, que a propósito, você faz muito melhor que eu.

– Por quê?

– Sou racional demais. – Respondeu Grey, sentando-se novamente no sofá branco.

– Um de nós precisa ser, senão seria uma tragédia.

Grey riu. O riso foi se desmanchando aos poucos, devagar, enquanto checava seu smartphone.

– Meu caro amigo Red, tenho compromisso, preciso ir. – Disse já fora do sofá, vestindo seu casaco.

– Você volta?

– A noite. Você vai sair com aquela garota, lembra? Eu preciso estar por perto, você acha que não me preocupo com você, mas não tem ideia da quantidade de vezes que impedi você de fazer bobagens.

– Eu sei sim, é que gosto de ser bajulado. – Red deu um risinho.

– Ok, até mais tarde, boa arte. – Disse Grey.

– Obrigado, até depois. Te amo, sabia? – Respondeu o Coração, com um sorriso aberto.

O Cérebro balançou a cabeça, rindo, e saiu, ajeitando seu casaco.

 

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Published: junho 1, 2014 | Comments: 10

Vem aí o PH Poem a Day

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Uma das partes mais legais de escrever, é aceitar desafios. E aceitei este, o PH Poem a Day, evento literário criado pela colega Vanessa Chanice Magalhães, que tem esse vlog legal, o Central da Leitura.

A proposta é em junho escrever um texto por dia, conto, poesia, crônica, qualquer coisa, sem limitações, apenas seguindo no tema do dia, conforme a imagem acima. Eu não sei escrever coisas curtas, então vai ser um bom desafio, quem sabe desenvolvo essa parte deficiente da minha escrita, que só sabe fazer coisas com mais de 100 mil palavras.

Todo mundo pode participar e é super fácil, basta criar seu texto e postar em alguma rede social com a hashtag #PHpoemaday. Segue trecho explicativo que peguei no site:

“? Pegue um papel e uma caneta. {Ou, caso você seja mais adepto das vias tecnológicas, utilize qualquer editor de texto à sua escolha}.

? Verifique a lista do mês para saber qual o tópico do dia. {O número corresponde a data do mês}
? Escreva um texto usando o tópico do dia como inspiração.
? Depois que tiver escrito seu texto, será preciso divulgá-lo. Essa é a parte divertida. Você pode compartilhá-lo em qualquer rede social à sua escolha, mas pra mim as melhores são Facebook, Instagram e Twitter.Certifique-se de adicionar a hashtag #PHpoemaday na sua postagem para que eu e outras pessoas possamos saber que você também está participando do desafio! Se você preferir postar seus textos no seu blog, basta postar o link do dia em alguma dessas outras redes sociais e adicionar o hashtag ao lado do link!”

Uma divertida oportunidade de praticar a criatividade, sem pressão e regras, não há vencedores nem perdedores. Eu pretendo escrever micro contos ficcionais. Topa?

O texto completo está aqui: PH Poem a Day

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Published: maio 14, 2014 | Comments: 2

Vem aí o Camp NaNoWriMo de abril

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Se você está com saudades do NaNoWriMo (concurso literário que acontece sempre em novembro), esta é a oportunidade para matar a saudade de uma boa maratona e praticar a escrita sob pressão, que visa quantidade e não qualidade (e é ótima para aperfeiçoar suas técnicas e espantar a procrastinação).

Em abril teremos o Camp NaNo, ou o acampamento do NaNo, um mês inteirinho para nos dedicarmos à um novo projeto, ou terminar aquele que estava engavetado. A grande diferença para o NaNo oficial, é que o limite mínimo de palavras é você que impõe, não são as 50 mil palavras que novembro te exige, a única regra é que a meta esteja entre 10.000 e 999.000 palavras. É uma espécie de treinamento para o NaNo de verdade.

São formadas ‘barracas’ com 12 integrantes, que irão interagir durante o mês de abril, além de toda a comunidade quem também participa. Para se inscrever: campnanowrimo.org

A imagem desse post foi feita pela colega de NaNo Isabella, que tem esse blog legal: capitulofinal.wordpress.com

Published: março 7, 2014 | Comments: 4