PH Poem a Day – Dia 11 – A fantasia

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Me segure como se eu fosse um peixe em fuga, me puxe como se eu estivesse resistindo, como se pesasse uma tonelada. Mas me empurre de volta, me derrube na cama com as mãos espalmadas em meu peito.

Eu te permito ir até onde a palavra de segurança permita, porque eu sei que você obedece. É a única ordem que minha domme obedece. Sunstone. E você vira estátua, me solta, desprende, desafivela, desenterra.

Ah se eu soubesse o que você sente quando tudo acaba, quando as cordas caem, o couro jaz ao lado da cama, o látex me despe e os ruídos abafados cessam. Quando restam apenas dois corpos nus, com marcas deveras prazerosas, os pulsos ainda vermelhos, o vermelho ainda pulsante.

Eu era sua, a sua dominada, a sub. Mas enquanto você dormia em meu peito eu sussurrei, sem me dar conta. “Minha Ally.” Eu já estava apaixonada, mergulhada num novo mundo, mas tão antigo para mim, tão almejado e desejado. Espera aí! Mas Ally é uma mulher!

Outro problema para lidar.

Você continuava me jogando de bruços na cama de argolas como numa atuação roteirizada, usando seu repertório de fantasias e acessórios. O mais estranho guarda-roupas de halloween já visto! Algum desavisado diria.

Mas eu queria mais, queria mais que seu couro, eu queria sua carne, seu coração e seu amor. Você zombaria de mim se eu dissesse que de todo esse espetáculo carmesim, é o seu beijo o golpe mais forte que aplicas?

(inspirado pela HQ Sunstone, do Stjepan Sejic – shiniez.deviantart.com)

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