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NaNoWriMo

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Capítulo 26 de Amigos de Aluguel

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Camp NaNo começou e a meta de 20K já começou a ser debulhada, quase 3K na primeira noite.

Por conta disso, segue o capítulo 26 para apreciação popular: Capítulo 26

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Published: Abril 2, 2014 | Comments: 2

Capítulo 45 de A Lince e a Raposa

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Taí o capítulo mais difícil de escrever de todos os tempos: Capítulo 45

Esse é o penúltimo, estou terminando o último (insira lágrimas aqui), e como esse capítulo de hoje terminou, digamos, de forma polêmica, para não dizer outra coisa, irei postar o fim em breve.

Notícias do Amigos de Aluguel: ele virou meu Camp NaNo de abril, ou seja, vou tirar o mês que se inicia nesta terça para finalizar essa história. Me coloquei como meta 20 mil palavras para este Camp, acho que é o suficiente para dar um final digno à Alice. Isso significa que semana que vem tem capítulo novo aqui.

Obrigada à meia dúzia de pessoas que acompanham esse blog, e um beijo aos que comentam, é ótimo receber feedback.

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Published: Março 31, 2014 | Comments: 3

Pelo bom uso da vírgula

Ou “como o uso errado da vírgula pode te transformar num assassino canibal”:

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Ok, tirando as brincadeiras, pontuação é um assunto sério em se tratando de escrita, uma vírgula mal colocada pode deixar todo um parágrafo dúbio, uma vírgula faltando pode tirar o ritmo da história, vírgulas merecem uma atenção especial.

Achei um chart em inglês sobre o uso da vírgula e vou fazer uma tradução livre aqui no blog, no final tem a imagem original. Lembrando que estas são apenas algumas dicas aleatórias, a aplicação da pontuação e das vírgulas é um assunto muito mais complexo que estas simples regrinhas.

– Regra 1: Use vírgulas para separar três ou mais palavras, frases ou orações escritos em série.
Ex.: O candidato prometeu impostos menores, proteger o meio ambiente, e reduzir o crime.
Perceba que antes do ‘e’ também se utilizou a vírgula, é a chamada oxford comma.

– Regra 2: Use vírgulas para separar orações independentes quando elas são unidas por qualquer uma dessas sete conjunções de coordenação: e, mas, para, ou, nem, por isso, ainda.
Ex.: Eu pintei a casa inteira, mas ele ainda está lixando as portas.

– Regra 3: Use vírgulas depois de frases introdutórias, ou palavras que venham antes da frase principal.
Ex.: Enquanto eu estava comendo, o gato arranhava a porta.

– Regra 4: Use um par de vírgulas no meio de uma sentença para separar frases e palavras que não são essenciais para o significado da sentença. Se essas palavras forem removidas, a sentença manterá o mesmo sentido e seu sentido básico.
Ex.: Eu estou, como você deve ter notado, bastante nervoso sobre isso.

– Regra 5: Use vírgulas para separar dois ou mais adjetivos que descrevem o mesmo substantivo, quando a palavra ‘e’ pode ser inseridoa entre eles.
Ex.: Ele é um forte, saudável garoto. (Ele é um forte e saudável garoto)

– Regra 6: Use vírgulas para separar aspectos geográficos e de endereçamento.
Ex.:  Eu morei em São Francisco, CA por 2 anos.

– Regra 7: Use vírgulas para separar uma citação direta do restante da sentença.
Ex.: Minha mãe perguntou, “quem quer sorvete?”  “eu quero”, ele respondeu.

– Regra 8: Use vírgulas quando for possível prevenir mal entendidos ou confusão.
Ex.: Para Steve, Lincoln foi o melhor presidente.

– Regra 9: Use vírgulas antes de envolver o nome ou título da pessoa endereçada.
Ex.: Você irá, Sam, fazer a cirurgia? Sim, doutor, eu irei.

– Regra 10: Use vírgulas para separar uma declaração de uma questão.
Ex.: Eu posso ir, não posso?

– Regra 11: Use a vírgula para separar partes contrastantes de uma sentença.
Ex.: Esse é meu dinheiro, não seu.

– Regra 12: Use a vírgula quando iniciar a sentença com palavras introdutórias, como ‘bem’, ‘sim’, ‘agora’.
Ex.: Sim, eu preciso daquele relatório.

– Regra 13: Use vírgulas para envolver palavras como ‘portanto’, ‘porém’, quando elas são utilizadas como interrupções.
Ex.: Eu ficaria feliz, portanto, em ser voluntária no meu time.

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Imagem bônus:

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Published: Março 22, 2014 | Comments: 2

Capítulo 44 de A Lince e a Raposa

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Eu acabei tendo que dividir este capítulo em dois, porque estava enorme, então o capítulo mas difícil de todos ainda virá. Esse, o 44, faz jus ao título: Angústia.

E pode ser lido aqui: Capítulo 44

 

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Published: Março 21, 2014 | Comments: 1

Capítulo 25 de Amigos de Aluguel

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Mudei de ideia, vou postar um capítulo novo de Amigos de Aluguel, mesmo sem ter terminado a história: Capítulo 25

Mas só aqui.

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Published: Março 15, 2014 | Comments: 2

Capítulo 43 de A Lince e a Raposa

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Essa praia aí realmente fica em Bridgeport – CT.

Capítulo novo da Lince: Capítulo 43

O próximo capítulo sem dúvida será o mais difícil de escrever.

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Essa também é uma foto de uma praia em Bridgeport.

Olly Murs – Hand on Heart

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Published: Março 13, 2014 | Comments: 3

Vem aí o Camp NaNoWriMo de abril

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Se você está com saudades do NaNoWriMo (concurso literário que acontece sempre em novembro), esta é a oportunidade para matar a saudade de uma boa maratona e praticar a escrita sob pressão, que visa quantidade e não qualidade (e é ótima para aperfeiçoar suas técnicas e espantar a procrastinação).

Em abril teremos o Camp NaNo, ou o acampamento do NaNo, um mês inteirinho para nos dedicarmos à um novo projeto, ou terminar aquele que estava engavetado. A grande diferença para o NaNo oficial, é que o limite mínimo de palavras é você que impõe, não são as 50 mil palavras que novembro te exige, a única regra é que a meta esteja entre 10.000 e 999.000 palavras. É uma espécie de treinamento para o NaNo de verdade.

São formadas ‘barracas’ com 12 integrantes, que irão interagir durante o mês de abril, além de toda a comunidade quem também participa. Para se inscrever: campnanowrimo.org

A imagem desse post foi feita pela colega de NaNo Isabella, que tem esse blog legal: capitulofinal.wordpress.com

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Published: Março 7, 2014 | Comments: 4

Capítulo 24 de Amigos de Aluguel

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Come on, leave me breathless!

Capítulo 24 aqui.

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Published: Fevereiro 27, 2014 | Comments: 3

A arte do uso do inciso nos diálogos

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Os diálogos numa narrativa são formados geralmente por duas partes: discurso e inciso.

O inciso também é conhecido como tag, verbos dicendi, sentiendi ou de elocução.

Exemplificando:

– Ele não está realmente sorrindo – Replicou Viv.

—————– (discurso) ———————- (inciso)

O inciso é um complemento por vezes necessário para situar de onde vem o discurso, e muito útil para inserir outros elementos no diálogo.

– Não sei. – Respondeu Helen, confusa.

No exemplo acima, o inciso teve a função de demonstrar algo mais do que apenas apontar o interlocutor, mostrou um estado de espírito.

Saber quando e como usar este artifício é uma arte, já vi alguns textos que pecavam pela ausência deles (o leitor acaba se perdendo no diálogo, não sabendo quem está falando o que), e textos que não faziam o uso de forma apropriada, chamando toda a atenção ao inciso, o que também não é o ideal.

Como o inciso é uma interferência do narrador, precisa-se do cuidado de não lembrar ao leitor o tempo todo que ele está diante de uma obra ficcional, narrada. O bom senso no uso faz com que o inciso seja apropriado, mas discreto.

– Só temos de passar St. Clement’s. – Disse Julia, enquanto andavam.

Nesse diálogo acima, o inciso apontou o interlocutor e uma ação.

O inciso mais comum e que deve ser livremente usado é o ‘disse’, mas é sempre bom variar, e se faltar criatividade, segue uma lista de alguns para rechear os diálogos com informações úteis, esclarecedoras e discretas.

– Disse – Respondeu – Perguntou – Falou – Insistiu – Contestou

– Interpelou – Atacou – Tornou – Observou – Interrompeu – Concluiu

– Concordou – Berrou – Ordenou – Pediu – Afirmou – Exclamou

– Proclamou – Replicou – Discordou – Protestou – Repetiu

– Ponderou – Prosseguiu – Bradou – Gritou – Desabafou – Acrescentou

– Sussurrou – Murmurou – Refletiu – Completou – Brincou – Constatou.

Mas lembre-se: o inciso precisa ser quase invisível, use com moderação e criatividade. Evite palavras complicadas ou difíceis, discrição é a chave para o bom funcionamento.

Os diálogos usados neste post foram retirados do livro “Ronda Noturna”, da Sarah Waters.

Uma lista generosa de incisos pode ser baixada neste site: www.atelierderedacao.com.br/index.php?action=downloads, é o penúltimo item na listagem.

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Published: Fevereiro 24, 2014 | Comments: 4

Capítulo 42 de A Lince e a Raposa

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Estamos em plena reta final, e o capítulo novo está aqui: Capítulo 42

Provavelmente o maior capítulo já escrito até agora, mas como a Laila disse, eu estou com dificuldades em me despedir delas.

 

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Published: Fevereiro 22, 2014 | Comments: 1

Capítulo 23 de Amigos de Aluguel

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Capítulo novo de Amigos de Aluguel aqui: Capítulo 23

Alice se metendo em duas aventuras, uma acaba bem, outra nem tanto…

New Order – “Bizarre Love Triangle”

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Published: Fevereiro 21, 2014 | Comments: 0

Definições de formatos de narrativas

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Muita gente se confunde com as definições na hora de se referir à algum texto, inclusive escritores às vezes se perdem nestas classificações, como eu já me perdi.

Resolvi pesquisar sobre o assunto e fazer um resumo das classificações, utilizando principalmente a medição da extensão física. A maior fonte destes dados foi o blog da escritora portuguesa Sara Farinha, um excelente blog sobre escrita, que já li de cabo a rabo:

Miniconto – entre 100 e 1000 palavras: No miniconto a tarefa principal é sugerir, confiando na necessidade do leitor de preencher as elipses narrativas e entender, assim, a história subjacente.

Conto (short story) – até 7.500 palavras: História curta com poucos personagens, com uma ideia central que é desenvolvida ao longo da narrativa.

Novela (novella), entre 20.000 a 40.000 palavras: História de maior extensão que o conto, com mais personagens. A narrativa é rápida, com episódios que se sucedem em arcos curtos de história, que podem se conectar ou não a um arco maior, envolvendo as personagens principais.

Romance (novel) –  mais de 40.000 palavras: As 70.000 e 80.000 palavras são o tamanho mais seguro para publicação. É uma narrativa sobre um acontecimento ficcional no qual são representados aspectos da vida pessoal, familiar ou social de uma ou várias personagens, não necessariamente com a temática romântica. Gira em torno de vários conflitos, sendo um principal e os demais secundários, formando assim o enredo. Há grande preocupação com a psicologia das personagens, a verossimilhança e a coerência narrativa.

Fanfic – tamanho variável: São contos (ou romances) escrito por fãs, não necessariamente contando a mesma história dos animes, séries, mangás, livros, filmes ou histórias em quadrinho, mas que fazem referência ao assunto específico. Os autores das fic’s são chamados de Fictores.

Crônica – A crônica é um texto mais informal que trabalha aspectos da vida cotidiana, muitas vezes num tom muito “sutil”, o cronista faz uma espécie de denúncia contra os problemas sociais através do poder da linguagem.

Fábula – Geralmente composta por personagens representados na figura de animais, é de caráter pedagógico, pois transmite noções de cunho moral e ético. Quando são representadas por personagens inanimados, recebe o nome de Apólogo, mas a intenção é a mesma da fábula.

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Após submeter minhas duas histórias à esta análise, temos a classificação delas: Amigos de Aluguel já chegou nas 80 mil palavras, A Lince e a Raposa está passando de 170 mil palavras, ambas são totalmente originais, então ambas são Romances. Mas podem chamar de história também.

Para ter um comparativo, cada livro da série Jogos Vorazes tem 100 mil palavras.

Post sobre o assunto, do blog da Sara Farinha: sarinhafarinha.wordpress.com/2012/07/13/recursos-do-escritor-os-diferentes-formatos-da-narrativa-literaria/

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Published: Fevereiro 18, 2014 | Comments: 2

Capítulo 22 de Amigos de Aluguel

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Novo capítulo desta trama que está ficando cada vez mais complicada, mas acreditem, tem como ficar ainda mais. E ficará. Capítulo 22

E Alice tá pedindo essa música, né?

Nine Inch Nails – Closer

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Published: Fevereiro 18, 2014 | Comments: 1

Verbos de pensamento: elimine-os, agora.

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Na época do NaNoWriMo, além de escrever feito uma louca, consegui ler alguns blogs de escrita que o pessoal do grupo no Facebook colocava como referência, e um dos textos que li foi uma matéria que o Chuck Palahniuk escreveu, falando sobre eliminar os verbos de pensamento (Thought verbs).

Esse cara por si só é uma grande referência na escrita, é dele o livro Clube da Luta, de onde surgiu o excelente filme.

Mas o mês foi corrido e eu esqueci desse texto, que acabei reencontrando hoje. Quis então traduzir para postar aqui, porém achei já lindamente traduzido no blog Labirinto Negro, irei colar algumas partes que considero mais relevantes do texto:

“Em seis segundos, você vai me odiar.

Em seis meses, você será um escritor melhor.

Desse ponto em diante, por pelo menos metade do ano, você está proibido de usar verbos “de pensamento”. Isso inclui: pensa, sabe, entende, acredita, quer, deseja, imagina, lembra, e muitos, muitos outros que tenho certeza que você adora usar.

A lista também deve incluir: Ama e Odeia, É e Tem. Vocês já saberão porquê.

Ao invés de colocar personagens que sabem alguma coisa, mostre os detalhes que permitem que o leitor os saiba. Ao invés de dizer que o personagem deseja algo, descreva esse algo ou alguém para que o leitor também o queira.

Ao invés de dizer: “Tommy sabia que Stacy gostava dele”, você terá de dizer: “Nos intervalos das aulas, Stacy sempre estava lá, inclinada contra o armário dele. Ela ria e o empurrava quando ele tentava abri-lo, deixando a marca de seus tênis no metal, mas deixando também o seu perfume suave quando passava. Quando ela ia, o armário ainda estava quente onde ela havia se inclinado, o aguardando chegar. E, a cada intervalo, lá estava ela novamente.”.

Resumindo, sem atalhos. Só especifique detalhes sensoriais: Cheiro, Sabor, Ação, Som e Sensação. Apenas isso.

Geralmente, escritores usam esses infames verbos nos começos de parágrafos, porque eles indicam a intenção do autor muito diretamente e, o que segue depois, só serve como ilustração:

“Brenda sabia que ela nunca iria conseguir cumprir aquele prazo. Atolada no trânsito há mais de oito ou nove ruas, com a bateria do celular descarregada, ela não poderia chegar a tempo. Os cachorros em casa com certeza precisariam passear ou teriam feito uma bagunça para ela limpar, e ela também tinha prometido regar as plantas do vizinho…”.

Você vê como aquele atalho ali corta a emoção do que vem a seguir? Então, não o faça. Em último caso, pegue esse atalho e o coloque depois de tudo mais, ou ainda, o troque por algo como, por exemplo “Brenda nunca cumpriria o prazo”. Algo que você, como autor, sabe, mas o personagem não.

Não diga a seu leitor que a Lisa odiava o Tom.

No lugar disso, faça como um advogado na corte – diga-o com detalhes. Apresente as evidências. Por exemplo:

“Durante a chamada, em apenas um breve segundo que o professor chamou o nome de Tom, Lisa sussurrou nada discretamente imbecil para que todos ao seu redor ouvissem, quando Tom nada mais fez do que responder um acanhado presente ao professor.”

Um dos erros mais frequentes de autores iniciantes é deixar seus personagens sozinhos. Você, escrevendo, talvez esteja sozinho. Lendo, talvez seu leitor esteja sozinho. Mas o seu personagem vai passar muito pouco tempo sozinho, porque um personagem sozinho começa a pensar, a ponderar, a se preocupar. Por exemplo:

“Esperando pelo ônibus, Mike começou a se preocupar com quanto tempo a viagem iria tomar…”.

E, desempacotando isso, nós temos: “O programa dizia que o ônibus viria ao meio dia, mas o relógio de Mark já constatava 11:57. Era possível ver até o fim da rua, até mesmo o shopping à distância, mas nenhum sinal de um ônibus. Sem dúvida, o motorista estava estacionado na curva no fim da rua, tirando uma soneca e roncando, e Mark ia se atrasar. Ou pior, ele estava bebendo e ele apareceria bêbado e ainda por cima iria cobrar Mark uma passagem só de ia para o que seria a viagem que poderia leva-lo a um hospital por um grave acidente…”

Um personagem solitário deve se perder em fantasia e em memórias, mas até mesmo aí você não pode usar os verbos de pensamento ou nenhum de seus relativos abstratos. Ah, e pode desistir também de usar verbos como lembrar e esquecer. Nada mais de transições como: “Lucia lembrou de como Nelson costumava acariciar os cabelos dela.”

Ao invés disso: “Nas épocas do colégio, Nelson costumava acariciar seus cabelos com as pontas de seus dedos, bem suavemente”.

Novamente, desempacote. Não tome atalhos.

Melhor ainda, ponha o seu personagem com outro em cena, e rápido. Coloque-os juntos e ponha a ação para acontecer. Deixe que as ações e as palavras deles mostrem seus verdadeiros pensamentos. Você, você só tem que ficar fora da cabeça deles.

E já que está evitando verbos de pensamento, evite também É ou Tem.

Por exemplo: “Ana tem olhos azuis” ou “Os olhos de Ana são azuis”.

Versus: “Ana tossiu e sacodiu a mão para afastar a fumaça de seus olhos azuis, antes de sorrir e prosseguir…”.

Não coloque frases sem graça e neutras como aquela primeira. Coloque seus detalhes sobre o que o personagem é ou tem durante suas ações e gestos, o que é muito mais natural. Do jeito mais básico possível, é assim que você vai mostrar a sua história. Não contá-la. Mostrá-la.

E acredite, depois que você aprender as glórias de desempacotar seus personagens, você vai detestar narrativas preguiçosas como “James sentou-se do lado do telefone, perguntando-se por que Amanda não ligou”.

Por favor. Por enquanto, me odeie o quanto você quiser, mas não use verbos de pensamento. Depois de seis meses, você pode voltar a usá-los como louco, se quiser, mas posso apostar em dinheiro que você não vai querer. (…)

Como dever de casa desse mês, pegue sua história ou o que quer que você esteja escrevendo no momento e circule todos os verbos de pensamento que você conseguir encontrar. Então, ache um jeito de tirá-lo de lá. Elimine-o. Mate-o desempacotando seus personagens e expondo o que eles realmente são.”

 

Texto completo: labirintonegro.wordpress.com/2014/02/06/escrevendo-desempacotando-um-exercicio-de-desenvolvimento/

Texto original em inglês: litreactor.com/essays/chuck-palahniuk/nuts-and-bolts-%E2%80%9Cthought%E2%80%9D-verbs

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Published: Fevereiro 13, 2014 | Comments: 3

Capítulo 41 de A Lince e a Raposa

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É o começo do fim.

Para ler o capítulo novo: Capítulo 41

Depois de quase dois anos me dedicando à esse projeto, bate uma ansiedade agora que comecei a escrever o final. Mas será um final digno, prometo.

 

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Published: Fevereiro 11, 2014 | Comments: 0

Capítulo Vinte e Um de Amigos de Aluguel

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Capítulo novo de Amigos de Aluguel: Capítulo 21

Recheadérrimo de música, o texto mais musical que já escrevi até hoje. E tem uma surpresinha que talvez choque os desavisados.

Se eu fosse colocar aqui o embed do youtube de todas as músicas que eu citei ia dar uma tripa enorme, então vou colocar só o vídeo da primeira música que eu menciono, Avicii – Wake me up.

Engraçado como é o processo criativo, tinha saído para dançar e beber com meus irmãos e cunhados, e no intervalo da banda passou esse clipe aí embaixo nos telões, prestei atenção à letra e resolvi: “Esse trecho vai entrar no Amigos de Aluguel”. Cheguei em casa beeeeeeeem alcoolizada e me pus a escrever o começo do capítulo (dá para perceber que eu estava beeeeeem alcoolizada?). Escrevi sem nem enxergar o teclado, até aquela parte do Super Mario Shakespeare.

É, o processo criativo nos prega peças… Principalmente quando você tem aquela ideia genial quando está quase adormecendo, ou quando está lavando louças.

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Published: Fevereiro 9, 2014 | Comments: 1

Dicas aleatórias coletadas aelatoriamente

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Porque não basta ler e escrever, estudar é preciso, e tenho feito bastante disto nos últimos tempos.

Leio muitos blogs de escrita, livros, matérias que encontro no Pinterest, participo de grupos no Facebook e frequento sites do tema. Anoto algumas coisas (sim, no bom e velho papel, um caderno já meio encardido de tanto que o manuseio), e sempre tive a filosofia de compartilhar conhecimento adquirido.

Este blog não é apenas para organizar meu material, como citei anteriormente, é uma forma de espalhar o conteúdo de escrita que eu julgo interessante, vai que acaba ajudando alguém?

As dicas que vou citar abaixo são anotações aleatórias que fiz em meu caderno, estão livres para interpretação e nunca deverão ser levadas ao pé da letra.

Enjoy!

Mostre, não conte. E eu poderia (e irei) fazer um post apenas sobre esta dica, porque eu considero uma das mais valiosas na escrita. Hoje mesmo estava escrevendo mentalmente uma cena de Amigos de Aluguel e a frase era “Lina era um mistério.” Eu estava contando que Lina era uma pessoa misteriosa. Que coisa sem graça! Não ficaria melhor “A cada dia me convencia que deveria existir um curso de faculdade que ensinasse a arte de compreender Lina.”
Apenas para finalizar: Contar evoca pensamentos. Mostrar evoca emoções.

Mate seus queridos. Mas mate com ternura. Não me refiro apenas a morte matada ou morrida, mas às vezes a história pede por um revés, uma perda, e pode ser difícil se desprender de algo ou alguém, tente não se apegar demais a história, evite ser emotivo demais.

– Nunca conte tudo.

– Não explique demais.

– Vá logo ao que interessa, não enrole o leitor.

– Seja econômico com os adjetivos, mas não sovina.

– Use metáforas.

– Faça fichas dos personagens.

– Omita falas sem propósitos, introduções e despedidas.

– Use o silêncio como resposta às vezes.

– Termine uma cena com um corte.

– Tenha um bom antagonista (não necessariamente um vilão.)

– Tenha um arco dramático na sua história, a ação que cresce no decorrer da trama.

– Cada conflito deve ser mais significativo que o anterior.

– Seja bom com as vírgulas, ponto e vírgulas, e pontos, estude o assunto, mas seja bom no uso das pausas. Se tiver dúvida no uso, leia o parágrafo em voz alta.

– Estude, estude e estude.

Aproveito e deixo meu Pinterest: www.pinterest.com/crishtiane

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Published: Fevereiro 4, 2014 | Comments: 4

Capítulo 20 de Amigos de Aluguel

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Que engraçado, agora que cheguei no capítulo 20 do Amigos de Aluguel me dei conta que estou no capítulo 40 da Lince e a Raposa. E o que isso quer dizer? Absolutamente nada.

Para ler o capítulo 20, clique aqui.

 

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Published: Janeiro 30, 2014 | Comments: 1

6 dicas para fisgar o leitor no primeiro capítulo

Finalmente este blog está se tornando o que ele diz ser, um blog sobre escrita. (ouço palmas)

Segue minha tradução livre de uma matéria do blog Get It Write Tonight que achei interessante compartilhar (mentira, eu fico com preguiça de anotar tudo e resolvo postar aqui como forma de arquivar para uso posterior):

1. Apresente seu protagonista o mais rápido possível:
Apresente seu personagem principal e conte ao leitor quem ele é sem sair listando tudo, tintin por tintin. Quanto mais rápido o leitor souber de algo, melhor. Tente fazer isto dentro dos quatro primeiros parágrafos, não seja lento e não entedie o leitor, senão ele começará a pular informações.

2. Levante uma questão o mais rápido possível (sim, tudo é ‘o mais rápido possível’, sua história tem que ser intrigante ok?):
Crie uma questão que é relevante para a trama. Não conte ao seu leitor o que seu protagonista comeu no café da manhã, as pessoas querem uma questão complexa que desperte sua curiosidade e as obrigue a avançar com a história. Qualquer coisa menor que isso e elas irão devolver seu livro para a prateleira. E então responda esta pergunta, mas logo em seguida crie outra questão, mas quem sabe você leve um tempo maior para responder.
Crie um efeito bola de neve de perguntas e respostas, jogue seu leitor ladeira abaixo de um jeito que ele não consiga mais largar seu livro.

3. Dedilhe as cordas do coração do leitor:
Brinque com uma emoção. Faça seu leitor sentir simpatia, ou raiva, ou felicidade, ou tristeza. Lhe dê satisfação emocional rapidamente. Por que ele deve se importar com seus personagens? Buffy Andrews diz: quatro palavras para um escritor “faça eu me importar.” Isso é verdade, o leitor deve se importar com os personagens e o que está acontecendo com eles.
Em seguida aprofunde essa caracterização para que os leitores se preocupem mais ainda com o avançar da história.

4. Aprofunde a caracterização:
É semelhante com a questão emocional, mas existe uma boa diferença. Envolver leitores emocionalmente os fazem sentir pelos personagens. A caracterização desenvolve esses personagens de uma forma tão verossímil quanto pessoas com quais nos relacionamos. Desenvolva seus personagens rapidamente e mostre aos leitores quem eles são no menor número de palavras possível.
“A brevidade é a alma da sagacidade.” Quanto mais rápido o leitor vê que esta é realmente uma pessoa real, fazendo coisas reais, em lugares reais, mais rápido eles vão entrar no mundo de sua história, e isso é exatamente o que você quer que aconteça. Transforme palavras em pessoas.

5. Dê ao seu protagonista um objetivo:
Mostre ao leitor que seu personagem quer algo. Fixe a ideia de que haverá uma jornada para um objetivo que vai governar o resto da história. O personagem principal PRECISA deste objetivo. E ele vai alimentar sua paixão para seguir nesta jornada. Seja qual for sua meta, ele vai passar por poucas e boas para alcançar. Mostre que seu personagem está sentindo falta de algo tão importante, que ele está disposto a fazer o que for preciso para conseguir.

6. Crie conflitos com esse objetivo:
Apenas certifique-se que isso não irá demorar muito, se possível crie este conflito no fim do primeiro capítulo, e siga este roteiro:
A) Tenha certeza que o conflito despertará esta pergunta ‘como o personagem irá superar o conflito?’. B) Tente dedilhar nas cordas do coração do leitor quando o conflito aparecer. Faça-o sentir raiva, alegria, tristeza ou simpatia. Tocar nas emoções é uma das técnicas mais fortes da narrativa. C) Quando o conflito aparecer, deixe claro que para superar o conflito a moral, escolhas e valores do personagem serão postos a prova. O personagem vai ser duramente pressionado até obter seu objetivo.

Claro que essas são apenas dicas, meras orientações. Assim como todo o conteúdo de escrita desse blog, nada deve ser levado ao pé da letra e tudo depende da narrativa em si e suas peculiaridades.

A matéria original pode ser lida aqui: salexmartin.webs.com/apps/blog/show/22839542-6-tips-to-hook-readers-in-the-first-chapter

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Published: Janeiro 29, 2014 | Comments: 1

5 artifícios úteis para ajudar na escrita

Li um texto no site Miss Literati que achei interessante para fazer uma tradução livre e postar aqui, é pequeno mas são coisinhas que enriquecem o texto. São 5 artifícios que devem estar presente na escrita de vez em quando, principalmente o item 4, que eu chamo de “use metáforas”:

  1. Simbolismo: Uso de objetos, personagens ou ações que representam ideias que são diferentes do significado literal do símbolo. Exemplo: cores podem representar emoções na literatura, vermelho para raiva ou amor, azul para paz ou tristeza, preto para morte, verde para esperança, etc. Ou então um espelho quebrado que representa ruptura ou azar.
  2. Pressuposição: O uso de palavras ou frases que dão ao leitor uma pista do que acontecerá na história, mas sem entregar o fim. Exemplo: escreva sobre sua vida – ela profetizou.
  3. Ironia: O uso de palavras para representar o completo oposto do significado real.  Exemplo: batizar um cachorro enorme de Fifi, usar respostas absurdas. (Tente o sarcasmo também, mas use com moderação)
  4. Imaginário: Quando um autor tenta descrever algo, comparando-o com outra coisa para representar objetos, ações e ideias. Exemplo: usar o reflexo da lua no mar para comparar com o brilho nos olhos. (Leia poesias para se aperfeiçoar nesta arte, eu tenho feito isto)
  5. Alusão: Mencionar uma pessoa, lugar ou coisa que aconteceu para ajudar o leitor a compreender melhor o texto. Exemplo: ela nunca ajudou ninguém, na escola a chamavam de tio Patinhas.

Texto original em inglês: www.missliterati.com/blog/5-Literary-Devices-You-Should-Have-in-Your-Novel

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Published: Janeiro 28, 2014 | Comments: 2